Mostrando postagens com marcador compromisso. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador compromisso. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 24 de maio de 2012

AUTOGESTÃO


As copiosas chuvas das últimas semanas têm rendido manchetes: todos os dias temos tido notícias de desmoronamentos, inundações, desalojamentos e mortes, desestruturando a pacata vida de muitos cidadãos, cujas casas são inundadas ou, pior, destruídas pela ação das águas.  
O.K., nossos governantes não primam por cumprir suas obrigações como homens públicos, mas também há componentes   que remetem à responsabilidade de cada um: consciência ecológica, cidadania e brio, ausentes na imprevidência da maioria dos atingidos.
O lixo urbano espalhado pelas ruas, a inacreditável quantidade de “bitucas” de cigarro jogadas no meio fio e/ou dentro das bocas de lobo das ruas centrais da cidade, entulhos, sofás jogados em beira de estrada são resultantes da atitude de pessoas  que não se preocupam com o que acontece depois que se livram de seus lixos. 
Li hoje uma reportagem animadora: Eunice, comerciante que mora em rua sem calçamento nem sistema de escoamento pluvial na Vila Princesa, cansada de retirar água e lama de sua casa, resolveu tomar providencias. Gastou do próprio bolso e construiu uma muralha na frente de sua casa, reforçando, por via das dúvidas, com dezenas de sacos de areia para impedir a invasão das águas. Não adiantou; as águas, insidiosamente, invadiram sua casa de novo. Determinada, não desistiu e contratou um profissional para limpar e nivelar a rua com um trator, corrigindo o desnível da rua e retirando os entulhos.
Ela diz: “Se a Prefeitura não age, a gente faz o que acha certo”.
Certo. E espero que Eunice, com isso, livre-se de mais inundações nas próximas semanas.
Há muito tempo venho colecionando recortes de notícias sobre atitudes similares que ocorrem de forma esparsa e espaçada. São ocorrências pontuais que me animam a lembrar de uma utopia maravilhosa: o Anarquismo.
Sou Anarquista com muito fervor. E gostaria de pensar que atitudes como a da Eunice sejam frutos de uma clara consciência anarquista.
Gostaria.
Em 2009 Obama ganhou o Nobel da Paz. Fato interessante e animador porque significa que houve mais pessoas que pensaram Obama como um símbolo das mudanças históricas em andamento.
Já os vencedores do Nobel de Economia daquele mesmo ano – Oliver Williamson e Elinor Ostrom – saíram do anonimato com trabalhos antenados com as referidas mudanças.
Que mudanças são essas?
São muitas e envolvem todos os segmentos sustentadores da estrutura social contemporânea: há décadas estamos vivendo um processo de transformação da sociedade; uma transição da era industrial para uma nova era, ética, iluminada e fraterna, com sistemas hierárquicos e governos diferentes, conceitos científicos e médicos diferentes e novas tecnologias colocadas a serviço do bem estar dos homens.
Idealmente, um mundo onde cada um cuida de si e de todos, sem o concurso de instituições de poder.
À luz de tudo isso, os trabalhos científicos de Elinor e Oliver, separadamente, corroboram uma tese: a de que a Sociedade, quando se mobiliza pensando o Coletivo, não precisa de governos nem de governantes.
Utopias são utopias, sei disso, mas posso acreditar que um  dia, ainda que distante, a humanidade evoluirá até conseguir implantar um governo honesto, justo e  interessado, não posso? 

todos os direityos reservados AKEMI WAKI

SOBRE OURIÇOS E PÉROLAS


Escrever é como lançar luzes sobre um pensamento nebuloso e furtivo ou sobre uma emoção incipiente e fugaz. Pensamentos e emoções que só passam a existir de verdade depois que matuto e escrevo sobre eles.

Um psicanalista diria que pela escritura trago os assuntos do Inconsciente para o Consciente.

O dia a dia, a rotina de afazeres, a busca de resultados, as metas – são distrações cheias de ocorrências que desviam a nossa atenção do real espetáculo da vida.

Escrevendo, busco a “story line” desse real espetáculo; “story line” que inclui o meu próprio ato de escrever como tentativa de livrar-me do constante e premente incomodo de quase lembrar da essência da condição humana. Assim busco a poesia e o contato com o meu espírito livre porque me ajudam a entender. E, às vezes, o entendimento ilumina-me com uma claridade inconfundível. Em verdade uma claridade insuportável por mais que cinco minutos.

Entretanto, por humana, vez ou outra, penso em sucesso e fama. Penso: não seria formidável ser reconhecida nas ruas por desconhecidos que gostam do que escrevo? Seria fantástico ouvir alguém dizer: “Aquela frase mudou a minha vida!”.

Seria.

Dias atrás li num jornal os desabafos de um escritor.

Dizia que as editoras são mercenárias, que os concursos literários são fraudes com cartas marcadas (e a prova disso seria que os componentes do júri teriam que ler as centenas de obras concorrentes num curto período de tempo – insuficiente e humanamente impossível, na opinião do autor do desabafo). Dizia também que o escritor está fadado a não ter a alegria do reconhecimento público, mas que, apesar dos reveses, deve seguir perseverando porque o escritor é um artista.

Era isso em linhas gerais, só que com muito fel e ressentimento.

Depois de ler as quase mil palavras de rancor inconformado, fiquei com tudo à flor da pele – como quando penso na dura vida dos sem teto, na miséria de espírito do menino (saudável e forte) que esmola arrastando a perna esquerda para impressionar, na falta de consciência do político que rouba dinheiro de merenda escolar e também a verba de ajuda a desabrigados e coisas outras que afrontam minha fé na humanidade.

Sou de boa fé. Acredito em Editores idealistas. Ontem mesmo vi uma publicação maravilhosa, que certamente não está deixando o editor multimilionário – a Coleção Pensamentos e Textos de  Sabedoria da Editora Martin Claret.

De qualquer forma, realisticamente, toda Editora precisa administrar faturamentos que permitam a sua sobrevivência.

Já fui jurada de concursos literários. Posso assegurar que podemos avaliar a qualidade de um texto apenas com a leitura de alguns parágrafos. Um texto bom é bom de forma homogênea, assim como o medíocre ou ruim o são de forma uniforme.

Concordo 100% sobre a perseverança, porque é com isso que levaremos o talento nato a excelência.

Já sobre a alegria do reconhecimento público, tenho 2 fichas:  50% para a água viva que, frágil, linda e translúcida, eletrocuta a  sensibilidade; 50% para as pérolas, que, formadas na solidão das dores que se curam no interior de nosso ostracismo, brilham sua nobreza de modo discreto. E perene.

Criar águas vivas é muito divertido e prazeroso. Tudo flui na alegria da criatividade comprometida apenas com a ficção que vai preenchendo páginas.

Lamber feridas, feito ostra no fundo do mar de si mesmo, é doloroso e redentor.

A alegria da redenção não tem preço.

Mas estou pagando para nunca, nunca, virar ouriço.

todos os direitos reservados AKEMI WAKI

 

COMPROMISSO

GLOSSÁRIO - A GUERRA DOS ARCANJOS

Com a série A GUERRA DOS ARCANJOS o leitor conhecerá uma realidade ancestral num universo ficcional que parece distante no tempo e no espaço, mas que está muito próximo da alma de cada um de nós.
Este GLOSSÁRIO foi elaborado para facilitar a sua leitura.

CPGA: Ciclo Pendular Galáctico Anterior.

VLS10 - DIMAS do PL8CB: Via Láctea Setor 10 – Dimensão Astral do Planeta Laboratório 8, Classe B.

FEC15VLS10 – Força Estelar Unidade de Colonização 15 Via Láctea, Setor 10.

FEM – Força Estelar, Unidade de Manutenção.

FEPS – Força Estelar de Proteção e Socorro.

 EPCN - Evento programado com mortes coletivas.

PL8CF – Planeta Laboratório 8 Classe F (de provas e expiações).
Os planetas laboratórios tem supervisão do Comando Estelar Cósmico até o estágio K, sendo A (caldo primordial), B (larvar e instintivo), C (inserção da inteligência), D ( da Consciencia), F ( Provas e Expiações) , G (Regeneração), H, I e J ( Felizes) e K (Etéreo).

COMUNIDADE ANGÉLICA UNIVERSAL: Comunidade de seres angelicais.  Seus membros reúnem-se em Conclaves esporádicos, geralmente no sol local do sistema planetário que está na pauta da reunião.  A hierarquia rígida é mantida à risca: Conselheiros, Senadores, Governador Geral, Governadores Regionais, Vigilantes Galácticos e Escribas Acásicos.

PLANETA ZAPHYRION – conhecido como o Planeta Amarelo, é o 14° planeta do Sistema de Valianta, distante 47.000 anos luz do Planeta Azul, ou Terra. Valianta tem 15 planetas – Apogon, Gymnotrax, Hipocampo, Balisto, Thalassos, Trombeta, Pecnatus, Makaira, Jaspen, Damburi, Ághate, Onix, Ambar, Zaphyrion e Cytrinium – que giram em torno de um sol de terceira grandeza.  Alcançará um estágio de desenvolvimento tecnológico semelhante ao da atual Terra por volta do Ano Estelar 54.600, data que coincidirá com o início do processo evolutivo do primitivo planeta Terra e seus viventes.  

AS HIERARQUIAS ESQUECIDAS DO CORO DOS ANJOS – “Tanto quanto se sabe, Dionísio o Areopagita, uma personalidade grega que foi convertida ao cristianismo pelo apóstolo Paulo, foi o primeiro a sistematizar o coro dos anjos segundo 9 hierarquias, com a fórmula 3 x 3 (três entidades distribuídas em cada um de três grupos). A primeira e mais elevada hierarquia é aquela dos seres que que se encontram, segundo a tradição, "perante a face mesma de Deus": Serafins, Querubins e Tronos. Segue-se um grupo intermediário: Potestades, Virtudes e Domínios; e por último as entidades mais próximas do homem: Principados, Arcanjos e Anjos”. (Segundo Raul de Franca Leal de Carvalho Guerreiro, no artigo de teor Antroposófico intitulado “A propósito de Anjos” publicado na revista Crescer, Lisboa, dez. 1995)


todos os direitos reservados AKEMI WAKI